Tatyana Ogryzko 123RF
Virar os olhos para o passado pode ser muito divertido. Como estou na casa dos 30, me recordo de algumas coisas do final dos anos 80 e da década de 90. Não sei dizer qual o quesito mais divertido. Aqueça a água do chá e vamos lá!
Moda: você lembra das saias balonê? Elas tentaram uma volta esses tempos, mas nem me arrisquei! E as camisetas que colocávamos a parte de trás para dentro da calça e a parte da frente para fora? Não sei como isso pegou, mas pegou! As calças com a cintura quase no pescoço nem comento. As meias até acima do joelho, confesso, tenho saudades, gostava de usar aquele modelito! As polainas de lã, provavelmente feitas em malharia.
Música: as reuniões dançantes arrebentavam quando tocava a trilha sonora do filme “Top Gun”, ou A-HA. Lembra de uma propaganda de um chocolate branco com uma música deles? Dominó, Menudo, New Kids On The Block.
Televisão: Bom, a Xuxa, na infância, era um sucesso com seu programa de brincadeiras, suas músicas e coreografias. Lembra do Praga, do Dengue e das Paquitas? Também houve o Balão Mágico, que era uma graça. Me recordo de um disco, cuja capa era formada por Simony, Tob, Mike e Jairzinho. Havia o Fofão, com suas famosas bochechas. O palhaço Bozo nunca achei divertido, mas fez fãs, assim como Sérgio Mallandro.
Os desenhos: lembro que os Smurfs eram o primeiro no Xou da Xuxa, Caverna do Dragão, os Snorks, lembra que eles viviam no fundo do mar? Com um tipo de trombinha na cabeça? O que falar de He-Man e She-Ra? Eram o máximo! Tenho certeza que meu ávido interesse por filmes e séries de suspense foram consequência da minha adoração pelas histórias de mistério de Scooby-Doo. Os Flinstones, com o grito de Fred “Wilma!”, era muito divertido. Tudo com dinossauros, eram eles que faziam algumas coisas da casa, como parte de um aparelho doméstico, lembra?
Os seriadinhos também tinham espaço: Alf, o Eteimoso, por exemplo. Lembro que não gostava muito, mas ficou no ar por um bom tempo. Super Vick, Primo Cruzado, O Incrível Hulk (eu amava! Ficava boquiaberta com a transformação, ele ficando verde e rasgando as próprias roupas pelo seu tamanho). As Panteras, era fã da loira Farrah. Dallas, com o malvado J.R. E o Magaiver com suas soluções hiper criativas? Casal 20, Ilha da Fantasia, adorava! O Gordo e o Magro acho que passava aos domingos, eu assistia sempre! Viva o Gordo às segundas-feiras à noite, achava o Jô hilário. Tom Selleck sempre será, para mim, o Magnum.
Lembram que sábado à noite passava na Globo o programa de apresentações musicais Globo de Ouro? Lembro de uma famosa música, cujo cantor bradava o refrão: Yes, Yes, Yes. Nunca mais ouvi essa música, sabe de qual falo?
O que falar de Os Trapalhões? Eu era vidrada e ria o tempo todo. Acho que passava aos domingos, às 19h. Era compromisso marcado com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.
Ídolos: Xuxa, claro. Como pré-adolescentes curtíamos Tom Cruise, Rob Lowe, Johnny Depp, Kevin Costner, Keanu Reeves, River Phoenix.
Filmes: Gatinhas e Gatões, Admiradora Secreta, A garota de rosa-shocking, Alguém muito especial, Top Gun, Cry Baby, Curtindo a vida adoidado, Karatê Kid. Após assistir Flashdance, toda menina queria ser bailarina! Clube dos cinco, Namorada de aluguel, De volta para o futuro, Lassie, E.T., Goonies, Gremlins, Dirty Dancing, Um Tira da Pesada, Loucademia de polícia.
Os filmes dos Trapalhões eram ótimos. Quem não chorou com a morte do cachorrinho do Didi, o Lupa, no filme O Trapalhão nas minas do rei Salomão? Lembra que depois ele ressuscita?
Brinquedos: o elástico que colocávamos entre duas cadeiras e que hoje olho com orgulho, como conseguíamos fazer aquilo? Estrelinha, quase umas ginastas! O pogobol era muito divertido, assim como o bambolê, quantos malabarismos! Bicicleta, claro, Barbie e seus apetrechos. Cara a Cara, Jogo da Vida, Detetive, War. Havia o Stop, em que fazíamos nas folhas dos nossos cadernos que avaliava nossos conhecimentos sobre nomes de frutas, carros, verduras etc. Jogar handebol e vôlei eram hábitos divertidos e saudáveis. Fora quando dava brigas entre as jogadoras, coisas do esporte.
Brincar de aula, em que a “professora” era sempre gritona e atenta aos bilhetinhos que os “alunos” teimavam em passar era uma maneira de lidarmos com a escola de todo o dia. As bonecas de papel eram uma preciosidade, assim como recortes de revistas em que montávamos lindas casas. Brincar de mãe, com o “bebê” sempre querendo mamar e, no nosso colo, precisando de nossos cuidados. Brincar de loja, etiquetando as próprias roupas com os preços. Brincar de banco, com a maquininha que até saía papel da conta ou com calculadora era o máximo: dava a ideia de sermos praticamente adultas.
Brincar de pegador, eu adorava chegar à raia! De “se esconder” eu ficava meio tensa, participava, mas não era das brincadeiras de que eu mais gostava. Polícia e ladrão era muito legal. Estourar bexiguinha uns nos outros era uma prática. Quem não brincou de ovo podre na escola? Eu adorava! Passar o anel, jogar vídeo-game Atari, detetive em que o “assassino” piscava para suas vítimas, enquanto o detetive deveria identificá-lo e acabar com o jogo?
Lembrar de todas essas coisas nos faz rir e pensar na infância divertida que tivemos. Recordou de alguma coisa que não escrevi ou que não está correto? Envie um comentário para enriquecer esta lista!