Aliola 123/ RF
A contemporaneidade é caracterizada pela “falta de tempo”. Os computadores, no início, prometiam mais tempo para o ser humano fazer as coisas, pois a máquina daria conta de várias demandas, antes conduzidas, digamos, “manualmente” por nós.
Não foi exatamente isso o que aconteceu. Cada vez mais estamos atarefados, precisando administrar compromissos que vêm de tudo que é lado, tanto dos deveres como dos direitos de cada um. A escassez de tempo é fato.
De todas as maneiras, penso que há aqueles que se apropriam da queixa/justificativa “não tenho tempo para nada!”, como uma forma de escapar de algo que eles realmente não estão a fim de fazer ou que simplesmente esquecem.
Não há problema algum em negar algum jantar com amigos ou não responder a um e-mail dentro de um prazo desejável. Mas usar insistentemente a desculpa da falta do tempo já virou um clichê.
O tempo não precisa ser um ladrão, que rouba nossos amigos, nosso lazer, nosso modo próprio de viver. É uma questão de perspectiva, no momento em que nos colocamos como donos do nosso tempo e não mais refém dele, pomos o ladrão para correr.
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